Estudo relaciona custo da reprodução assistida ao uso em diferentes países
Uma análise internacional publicada na revista Human Reproduction Open avaliou dados agregados de registros de reprodução assistida e órgãos econômicos e demográficos, referentes a 2021–2023, de 22 países e regiões. O estudo calculou o custo acumulado para chegar a um nascimento — incluindo ciclos, transferência de embriões, medicamentos e, conforme o uso nacional, teste genético pré-implantacional — como proporção da renda familiar mediana. Também separou o custo bruto do valor pago diretamente pelas famílias, após reembolsos e subsídios.
Os pesquisadores encontraram uma relação inversa forte entre custo e utilização: os locais com maior uso tinham custo bruto abaixo de 100% da renda familiar mediana e custo direto abaixo de 50%. O estudo não demonstra que reduzir custos cause aumento da utilização, pois usa dados agregados de diferentes locais; os resultados indicam uma associação. A análise incluiu mais de 95% do volume global estimado de ciclos de reprodução assistida.
Aviso: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com seu médico.
Por que importa · interpretação editorial
A análise sugere uma forte associação entre o custo da reprodução assistida e sua utilização em diferentes países e regiões. Como os dados são agregados e não demonstram causalidade, os resultados ajudam a dimensionar o peso financeiro do tratamento sem indicar, por si só, que reduzir custos aumentaria seu uso.
Fontes
Reprodução assistidaAcesso e custos