PGT-A não invasivo não aumentou gravidez em ensaio clínico
Um ensaio clínico randomizado e duplo-cego, publicado na revista Nature Communications, avaliou 1.152 pacientes de 35 a 42 anos em 13 centros de fertilidade na China. Os embriões foram selecionados para transferência por PGT-A não invasivo (niPGT-A), que analisa DNA livre de células no meio de cultura, ou por critérios de morfologia, baseados na aparência do embrião. A taxa de gravidez em evolução foi de 38,7% no grupo niPGT-A e 36,8% no grupo da morfologia; a diferença não foi estatisticamente significativa. O mesmo ocorreu com as taxas de gravidez clínica e nascimento vivo, de 37% e 35,5%, respectivamente.
Segundo os pesquisadores, o niPGT-A foi associado a menos perdas gestacionais antes de 12 semanas: 18%, contra 25,2% no grupo da morfologia. Não houve diferença significativa nas perdas entre 12 e 28 semanas nem nos desfechos maternos ou neonatais. Como o estudo não incluiu um grupo submetido ao PGT-A padrão, que exige biópsia de células do blastocisto, não é possível compará-los diretamente. Os autores afirmaram que os resultados não sustentam o uso rotineiro do niPGT-A nessa população.
Aviso: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com seu médico.
Por que importa · interpretação editorial
O ensaio clínico sugere que, nesse grupo de pacientes, o niPGT-A não aumentou as taxas de gravidez em evolução, gravidez clínica ou nascimento vivo em comparação com a seleção pela morfologia. A possível redução de perdas gestacionais antes de 12 semanas precisa ser interpretada junto à ausência de comparação direta com o PGT-A padrão e à conclusão dos autores de que os resultados não sustentam seu uso rotineiro.
Fontes
Reprodução assistidaPerda gestacional