Revisão não encontra aumento de nascidos vivos com PGT-A por mulher randomizada
Uma revisão sistemática publicada na revista Human Reproduction Update avaliou a eficácia, a segurança e o custo do teste genético pré-implantacional para aneuploidias (PGT-A) associado ao IVF. Foram incluídos sete ensaios clínicos randomizados sobre eficácia, 55 estudos sobre complicações e dois sobre economia da saúde. Por mulher randomizada, os nascidos vivos foram semelhantes com e sem PGT-A, inclusive entre mulheres com mais de 35 anos; por transferência de embrião, foram maiores com PGT-A, mas com baixa certeza da evidência. Não foi possível avaliar com segurança o efeito sobre a perda gestacional, e os estudos não mostraram redução no tempo até o nascimento vivo.
A revisão não encontrou indicação de aumento de complicações para a criança ou a gestante nos estudos que compararam IVF com e sem biópsia embrionária, embora essa análise também tenha incluído PGT-M e PGT-SR. Em um contexto sueco, acrescentar PGT-A quase dobrou o custo do tratamento sem aumentar os nascidos vivos. Os autores afirmam que, por não mostrar benefício claro, o PGT-A não é atualmente justificável eticamente; sociedades profissionais internacionais não o recomendam para uso clínico rotineiro.
Aviso: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com seu médico.
Por que importa · interpretação editorial
A revisão reúne dados de ensaios clínicos, segurança e economia da saúde sobre o PGT-A. Seus resultados não apontam aumento de nascidos vivos por mulher randomizada, e a análise sueca associou o teste a quase o dobro do custo sem esse aumento; a certeza da evidência variou entre os desfechos.
Fontes
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