Variabilidade na metilação do DNA dos espermatozoides é associada a menor fecundabilidade
Um estudo observacional com 372 casais da coorte Longitudinal Investigation of Fertility and the Environment (LIFE) avaliou se a variabilidade na metilação do DNA dos espermatozoides — chamada pelos pesquisadores de EVOS — estava relacionada ao tempo até a gravidez. Maior EVOS foi associada a menor fecundabilidade, isto é, menor probabilidade de engravidar em determinado período, mesmo após ajustes para idade, índice de massa corporal e tabagismo. Entre os casais no quartil mais alto de EVOS, a probabilidade estimada de gravidez em até 12 meses foi de 66%, contra 81% nos quartis intermediários e 86% no mais baixo. A associação também apareceu na análise restrita a 285 homens classificados como normospérmicos. Segundo o estudo publicado na revista Human Reproduction, não foram encontradas associações com nascimento, idade gestacional ou medidas do recém-nascido. Os pesquisadores afirmam que a EVOS pode ser um marcador epigenético de fecundabilidade, mas o achado mostra associação, não causa.
Aviso: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com seu médico.
Por que importa · interpretação editorial
O estudo sugere que uma medida de variabilidade na metilação do DNA dos espermatozoides pode estar relacionada à chance de gravidez, inclusive entre homens com espermograma classificado como normal. Como a pesquisa é observacional, o achado não estabelece causa nem indica mudança na prática clínica.
Fontes
Fator masculinoInfertilidade