Estudo encontra desfechos de nascimento favoráveis entre mães solo por escolha
Pesquisadores da University College London (UCL) analisaram registros populacionais de quase 530 mil primeiros nascimentos ocorridos entre 1996 e 2020. O estudo comparou mulheres solo por escolha que engravidaram com tratamentos de fertilidade, incluindo inseminação artificial e indução da ovulação, com mulheres que conceberam naturalmente e com casais que recorreram a tratamentos. A pesquisa foi publicada na revista International Journal of Epidemiology.
Antes dos ajustes, os filhos de mães solo que usaram tratamento pareciam ter maior probabilidade de prematuridade, menor idade gestacional e baixo peso ao nascer. Depois de considerar fatores como idade, escolaridade, renda, tabagismo, saúde mental antes da gestação e nascimentos múltiplos, esse grupo apresentou taxas menores de nascimento prematuro e baixo peso ao nascer. Segundo a pesquisadora Alina Pelikh, os resultados indicam que mães solo por escolha devem ser compreendidas como um grupo específico, sem pressupor desvantagem para seus filhos.
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Por que importa · interpretação editorial
Com quase 530 mil primeiros nascimentos, o estudo sugere que resultados inicialmente desfavoráveis entre filhos de mães solo por escolha tratadas podem estar relacionados a fatores como idade, renda, tabagismo e nascimentos múltiplos. A análise reforça a importância de não presumir desvantagens para esse grupo sem considerar seu contexto.
Fontes
Reprodução assistidaInfertilidade