Estudo observacional relaciona ICSI e estimulação ovariana a padrões distintos de alterações no DNA
Pesquisadores da Nanjing Medical University analisaram o sequenciamento completo do genoma de 8.328 recém-nascidos de 7.851 famílias, incluindo 2.232 que fizeram tratamento de fertilidade. O estudo, publicado na revista Nature Medicine, identificou 390.924 variantes de nucleotídeo único de novo — alterações presentes na criança, mas não nos pais. A idade paterna teve a associação mais forte com o número dessas mutações; a idade materna mostrou outro padrão. A injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI) foi associada a mais alterações de origem paterna, a estimulação ovariana a alterações maternas e o cultivo embrionário a mudanças no desenvolvimento inicial do embrião, relacionadas ao mosaicismo.
Segundo os pesquisadores, algumas alterações paternas ajudaram a explicar a associação entre idade parental mais avançada, ICSI, menor duração da gestação e nascimento prematuro. Não foram detectadas associações com defeitos ao nascer ou após um ano. Como o estudo é observacional, não permite concluir que a idade ou os procedimentos causaram as mutações ou os desfechos de saúde.
Aviso: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com seu médico.
Por que importa · interpretação editorial
O estudo amplia a investigação sobre como idade parental e diferentes etapas da reprodução assistida se associam a alterações genéticas em recém-nascidos. Como é observacional, seus resultados não permitem afirmar que esses fatores causaram as mutações, a menor duração da gestação ou o nascimento prematuro.
Fontes
Reprodução assistidaEstilo de vidaInfertilidade