Revisão com mais de 2,1 milhões de gestações não detecta aumento claro de riscos com GLP-1 perto da concepção
Uma revisão sistemática e meta-análise publicada na revista Med reuniu 10 estudos observacionais sobre a exposição a agonistas do receptor de GLP-1 — medicamentos usados no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, como semaglutida e tirzepatida — no período próximo à concepção. A análise incluiu 2.118.215 gestações, das quais 8.325 tiveram exposição ao medicamento antes da concepção ou no início da gravidez, antes de ela ser reconhecida. Segundo os pesquisadores da City St George’s, não houve aumento claramente detectável de perda gestacional, natimorto, anomalias congênitas, parto prematuro, diabetes gestacional, distúrbios hipertensivos da gravidez ou alterações importantes no peso ao nascer, em comparação com gestações sem exposição.
Os autores, porém, afirmam que os resultados não comprovam que esses medicamentos sejam seguros durante a gravidez, porque as evidências vêm de estudos observacionais, que identificam associações, mas não estabelecem causa e efeito. A orientação clínica atual de interromper agonistas de GLP-1 antes de uma gravidez planejada deve continuar, segundo os pesquisadores, enquanto são necessários mais estudos.
Aviso: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com seu médico.
Por que importa · interpretação editorial
A análise reúne um grande número de gestações, mas se baseia em estudos observacionais e não permite concluir que os agonistas de GLP-1 sejam seguros durante a gravidez. Os pesquisadores afirmam que a orientação clínica de interromper esses medicamentos antes de uma gravidez planejada deve continuar enquanto novas evidências são produzidas.
Fontes
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