Quimioterapia reduziu a reserva ovariana em estudo com 152 mulheres com câncer de mama
Pesquisadores avaliaram 152 mulheres de 18 a 42 anos, na pré-menopausa, com câncer de mama, acompanhadas antes e até 24 meses depois da quimioterapia. O estudo, uma coorte retrospectiva e prospectiva publicada na revista Human Reproduction, mediu a reserva ovariana pelo hormônio antimülleriano (AMH) e pela contagem de folículos antrais. Das participantes, 57 fizeram criopreservação de tecido ovariano, 41 congelaram óvulos ou embriões e 54 não realizaram preservação da fertilidade.
A quimioterapia foi associada a uma redução acentuada do AMH e da contagem de folículos, com recuperação parcial em até dois anos. A queda foi maior, e a recuperação mais limitada, entre as mulheres que fizeram criopreservação de tecido ovariano e as com 35 anos ou mais. Aos seis meses, a redução mediana ajustada do AMH foi de 90% entre as que não fizeram esse procedimento e de 93% entre as que fizeram; aos 24 meses, foi de 75% e 85%, respectivamente. Os autores ressaltam que nem todas completaram o acompanhamento e que parte da queda pode refletir o envelhecimento natural.
Aviso: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com seu médico.
Por que importa · interpretação editorial
O estudo sugere que a quimioterapia pode reduzir de forma acentuada marcadores da reserva ovariana, com recuperação apenas parcial em até dois anos. Como se trata de uma coorte com perdas no acompanhamento e possível influência do envelhecimento natural, os resultados ajudam a dimensionar a questão sem definir, sozinhos, o impacto sobre a fertilidade de cada mulher.
Fontes
Preservação da fertilidadeEstilo de vida