Revisão de estudos em animais questiona ideia de que cortisol sempre prejudica a reprodução
Uma revisão sistemática publicada na revista Journal of Experimental Biology avaliou estudos sobre os níveis naturais de cortisol ao longo do ciclo ovariano em mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes. De cerca de 3.000 estudos examinados, apenas 68 apresentaram dados sobre essas variações; entre eles, 73% relataram mudanças significativas durante ciclos ovarianos saudáveis. Segundo os pesquisadores, o cortisol frequentemente aumentou perto da ovulação, o que sugere que ele pode participar da coordenação de eventos reprodutivos importantes, e não necessariamente prejudicar a reprodução em todas as situações.
O artigo da The Conversation ressalta que parte da visão negativa sobre o hormônio veio de estudos antigos que usaram injeções de cortisol sintético em doses elevadas e sem considerar seus padrões naturais de liberação. Os achados são baseados em estudos de diferentes espécies e não demonstram, por si só, como o cortisol se relaciona à infertilidade em seres humanos. A revisão também não sustenta o uso de dietas, suplementos ou outros produtos para “reduzir” o cortisol.
Aviso: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com seu médico.
Por que importa · interpretação editorial
A revisão reúne estudos de diferentes espécies e sugere que o cortisol pode participar de eventos reprodutivos naturais, em vez de ser sempre prejudicial. Como os dados são principalmente de animais, os resultados não demonstram como o hormônio se relaciona à infertilidade em seres humanos nem sustentam produtos para reduzi-lo.
Fontes
InfertilidadeEstilo de vida