Revisão aponta falta de apoio psicológico após perda gestacional na Austrália
Uma revisão de pesquisa publicada no Journal of Reproductive and Infant Psychology indica que quase 60% das mulheres consultadas na Austrália não receberam informações sobre serviços de apoio ou acesso a aconselhamento após uma perda gestacional, embora a maioria quisesse ajuda. O artigo não informa o número de participantes. A psicóloga clínica e professora Julia Marsden, da Southern Cross University, disse que o atendimento médico muitas vezes não é acompanhado de suporte para o luto e o medo de uma nova perda.
Segundo o artigo, pesquisas sugerem que o transtorno de estresse pós-traumático pode afetar de 18% a 35% dos pais após uma perda gestacional, com sintomas que podem persistir mesmo depois do nascimento de um bebê saudável. Marsden lidera uma proposta de pesquisa para desenvolver, com famílias e profissionais de saúde, uma intervenção psicológica digital voltada à gravidez após a perda. A proposta ainda não é apresentada como resultado de eficácia.
Aviso: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com seu médico.
Por que importa · interpretação editorial
A revisão chama atenção para a distância entre o desejo de apoio e as informações oferecidas após uma perda gestacional na Austrália. Os dados citados sobre estresse pós-traumático e a proposta de uma intervenção digital reforçam a necessidade de considerar o luto e o medo em uma nova gravidez, sem indicar eficácia de um tratamento.
Fontes
Perda gestacionalSaúde mental