Estudo não associa compactação do endométrio a maior chance de gravidez em FET
Um estudo de coorte observacional prospectivo multicêntrico, publicado na revista Human Reproduction, avaliou 207 pacientes submetidas à transferência de um único blastocisto euploide congelado em ciclo natural modificado. Pesquisadores do grupo Instituto Bernabeu mediram por ultrassonografia transvaginal a espessura do endométrio no dia do gatilho da ovulação e no dia da transferência; uma redução de pelo menos 5% foi definida como compactação. O grupo com compactação teve taxa de gravidez em andamento de 50,0%, contra 53,7% entre as demais pacientes — diferença que não foi estatisticamente significativa.
A ausência de associação permaneceu em análises com limiares de 10% e 15% e também nos demais desfechos avaliados, incluindo gravidez clínica e perdas gestacionais. Os autores afirmam que os resultados não apoiam a hipótese de que a compactação indique melhores resultados reprodutivos nesse tipo de transferência, mas destacam limitações como a distribuição desigual entre os grupos e a disponibilidade apenas parcial de dados de nascidos vivos.
Aviso: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com seu médico.
Por que importa · interpretação editorial
Em transferências de blastocisto euploide congelado em ciclo natural modificado, este estudo observacional não encontrou associação estatisticamente significativa entre a compactação do endométrio e melhores desfechos reprodutivos. As limitações apontadas, incluindo dados parciais de nascidos vivos, pedem cautela na interpretação.
Fontes
Reprodução assistidaExamesInfertilidade