Estudo observacional associa ICSI e transferência de embriões congelados a maior taxa de câncer infantil
Pesquisadores do Danish Cancer Institute analisaram mais de 1 milhão de crianças nascidas entre 1996 e 2012, incluindo mais de 37.000 concebidas por tratamentos de fertilidade. No estudo observacional, publicado na revista JAMA, a taxa geral de câncer infantil foi 26% maior nesse grupo do que entre crianças concebidas sem tratamento. A associação foi mais forte com a transferência de embriões congelados, cuja taxa foi 2,18 vezes maior, e com a ICSI, com aumento de 1,48 vez; a fertilização in vitro convencional não foi associada a uma taxa maior. Alguns resultados se basearam em poucos casos, e os pesquisadores afirmam que são necessários mais estudos.
As taxas absolutas permaneceram baixas. Alastair Sutcliffe, da University College London, que não participou da pesquisa, destacou que, por ser observacional, o estudo identifica associações, mas não demonstra que os tratamentos causem câncer. Segundo ele, mesmo no grupo de maior risco, mais de 99% das crianças concebidas dessa forma não desenvolveriam câncer durante a infância.
Aviso: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com seu médico.
Por que importa · interpretação editorial
O estudo sugere associações entre ICSI e transferência de embriões congelados e uma taxa maior de câncer infantil, mas não demonstra causalidade. Como alguns resultados se basearam em poucos casos e as taxas absolutas permaneceram baixas, os achados precisam ser confirmados por novas pesquisas.
Fontes
Reprodução assistida