IA selecionou embriões em menos tempo, sem diferença significativa na taxa de gravidez
Uma revisão sistemática de 20 estudos, conforme o BioNews, encontrou acurácia mediana de 75,5% para sistemas de inteligência artificial (IA) na avaliação da morfologia embrionária, contra 65,4% para embriologistas em testes cegos. Os métodos e conjuntos de dados variaram, dificultando comparações diretas; além disso, avaliar a aparência do embrião não equivale a prever gravidez ou nascimento com vida.
Em um ensaio clínico randomizado realizado em 14 clínicas de quatro países, o sistema iDA escolheu o mesmo embrião que o embriologista em 65,8% das vezes. As taxas de gravidez clínica foram de 46,5% com a seleção por IA e 48,2% com a seleção por embriologistas, sem diferença significativa; o estudo não estabeleceu que a IA fosse não inferior ao método convencional. A IA levou, em média, 21,3 segundos para classificar os embriões, contra 208,3 segundos dos embriologistas. O artigo também aponta que sistemas comerciais já são usados em clínicas e levanta questões éticas sobre o peso dessas recomendações nas decisões de reprodução assistida.
Aviso: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com seu médico.
Por que importa · interpretação editorial
Os resultados sugerem que a IA pode acelerar a avaliação morfológica dos embriões, mas não mostraram diferença significativa nas taxas de gravidez em relação à seleção por embriologistas. A variação entre os estudos e a falta de evidência de não inferioridade reforçam que aparência embrionária não equivale, por si só, a gravidez ou nascimento com vida.
Fontes
Reprodução assistida