Seguimos juntas em busca de respostas.
Sobre fertilidade, perdas gestacionais e os caminhos para seguir.
Termos de fertilidade, perda gestacional e reprodução, explicados com calma
Aborto é a perda espontânea de uma gestação antes que o bebê tenha condições de sobreviver fora do útero. Pode acontecer com sangramento e cólicas ou, em alguns casos, sem sintomas e ser identificado apenas durante uma ultrassonografia.
As causas são diversas e, principalmente nas perdas que acontecem no início da gestação, muitas vezes estão relacionadas a alterações cromossômicas do embrião. Em muitos casos, porém, não é possível identificar uma causa específica.
Aborto espontâneo é a perda de uma gestação que acontece naturalmente, sem uma intervenção para interrompê-la.
Pode ocorrer com sangramento vaginal, cólicas ou eliminação de tecidos, mas algumas mulheres podem não apresentar sintomas e descobrir a perda durante uma ultrassonografia.
Aborto retido acontece quando a gestação deixa de evoluir, mas o conteúdo da gestação permanece dentro do útero. Em muitos casos, a mulher não apresenta sangramento ou outros sintomas e a perda é identificada durante uma ultrassonografia.
Depois do diagnóstico, existem diferentes formas de condução, que podem incluir aguardar a eliminação espontânea, utilizar medicamentos ou realizar um procedimento para esvaziar o útero. A escolha depende de cada situação.
Aborto de repetição é a ocorrência de perdas gestacionais recorrentes. Nesses casos, pode ser indicada uma investigação para procurar possíveis fatores associados às perdas.
A avaliação pode considerar diferentes aspectos, como alterações no útero, alterações cromossômicas, síndrome antifosfolípide, alterações hormonais e outras condições.
Adenomiose é uma condição em que o tecido semelhante ao endométrio, que normalmente reveste a parte interna do útero, está presente dentro da camada muscular do útero.
Pode causar cólicas intensas, aumento do fluxo menstrual e aumento do útero. A adenomiose também pode estar relacionada a dificuldades reprodutivas e a algumas complicações da gestação, embora essa relação ainda seja estudada.
AMIU significa Aspiração Manual Intrauterina. É um procedimento utilizado para retirar o conteúdo que permanece dentro do útero em determinadas situações, como alguns casos de aborto espontâneo e aborto retido.
O procedimento é realizado por meio de uma cânula conectada a um dispositivo de aspiração manual. A AMIU é uma das opções disponíveis para o esvaziamento uterino e a escolha do tratamento depende das condições clínicas e da avaliação médica.
Aneuploidia é uma alteração no número de cromossomos de uma célula. Em vez dos 46 cromossomos normalmente presentes nas células humanas, pode haver um cromossomo a mais ou a menos.
Algumas alterações cromossômicas podem interferir no desenvolvimento do embrião e estão associadas a perdas gestacionais, especialmente no início da gravidez. Outras são compatíveis com o desenvolvimento e o nascimento.
Anticardiolipina é um exame de sangue utilizado para investigar a presença de anticorpos antifosfolípides, relacionados à síndrome antifosfolípide (SAF).
O exame geralmente avalia anticorpos das classes IgG e IgM. Um resultado positivo, sozinho, não confirma a presença da síndrome antifosfolípide. A interpretação depende dos níveis encontrados, da persistência do resultado e da presença de manifestações clínicas compatíveis.
Anticoagulante lúpico é um exame utilizado para investigar a presença de um tipo de anticorpo antifosfolípide no sangue.
Apesar do nome, a presença de anticoagulante lúpico não significa que a pessoa tenha lúpus. Esse exame é um dos principais utilizados na investigação da síndrome antifosfolípide (SAF).
Um resultado positivo precisa ser interpretado junto com outros exames e com a história clínica. Em determinadas situações, é necessário repetir o exame para confirmar a persistência dos anticorpos.
Anticorpos antifosfolípides são autoanticorpos que podem ser encontrados no sangue e estão relacionados à síndrome antifosfolípide (SAF), uma condição autoimune que pode aumentar o risco de trombose e de algumas complicações da gestação.
Os principais anticorpos investigados são o anticoagulante lúpico, a anticardiolipina e o anti-beta-2-glicoproteína I.
A presença desses anticorpos, sozinha, não significa que a pessoa tenha síndrome antifosfolípide. O diagnóstico depende da combinação dos resultados dos exames com manifestações clínicas específicas.
BCL6 é uma proteína que pode ser avaliada em uma biópsia do endométrio. O teste já foi estudado como possível marcador relacionado à endometriose e à receptividade endometrial, mas sua utilidade na investigação de infertilidade e perdas gestacionais ainda não está estabelecida. Atualmente, as principais diretrizes não recomendam o uso rotineiro do teste BCL6 para avaliar a receptividade do endométrio.
Beta-2-glicoproteína I é uma proteína relacionada aos anticorpos antifosfolípides. O exame de anticorpos anti-beta-2-glicoproteína I é um exame de sangue utilizado na investigação da síndrome antifosfolípide (SAF), juntamente com a anticardiolipina e o anticoagulante lúpico.
Beta-hCG é um exame utilizado para detectar e acompanhar uma gestação. O hormônio hCG é produzido após a implantação do embrião e pode ser identificado no sangue ou na urina. O exame de sangue pode ser usado para confirmar uma gravidez e, em determinadas situações, acompanhar sua evolução.
Biópsia endometrial é um procedimento utilizado para retirar uma pequena amostra do endométrio, o tecido que reveste a parte interna do útero. O material pode ser analisado para investigar algumas alterações, como a endometrite crônica, dependendo da indicação médica.
Cariótipo é um exame utilizado para analisar o número e a estrutura dos cromossomos. Pode ser realizado em uma pessoa ou, em determinadas situações, no material de uma perda gestacional para investigar alterações cromossômicas.
A colina é um nutriente importante para o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso do bebê. Pode ser obtida pela alimentação e, dependendo da dieta, também pode fazer parte da suplementação pré-natal.
Curetagem é um procedimento utilizado para retirar o conteúdo do interior do útero. Pode ser realizada em algumas situações de perda gestacional, embora existam outras opções de esvaziamento uterino, como a aspiração manual intrauterina (AMIU).
Descolamento prematuro de placenta acontece quando a placenta se desprende parcial ou totalmente da parede do útero antes do nascimento do bebê. Pode causar sangramento vaginal, dor abdominal ou contrações, embora nem sempre todos esses sinais estejam presentes. É uma condição que precisa de avaliação médica imediata, pois pode comprometer a oxigenação do bebê e causar complicações para a mãe.
Diabetes gestacional é o aumento da glicose no sangue identificado durante a gestação. Geralmente é investigado por meio de exames de glicemia e teste de tolerância à glicose. Quando presente, pode exigir acompanhamento da alimentação, da glicemia e, em alguns casos, uso de medicamentos. O controle adequado é importante para reduzir complicações para a mãe e o bebê.
Embrião é o estágio inicial do desenvolvimento após a fecundação. Na reprodução humana, o termo é utilizado para o período que vai da fecundação até o final da oitava semana de desenvolvimento.
Endométrio é o tecido que reveste a parte interna do útero. Ele sofre alterações ao longo do ciclo menstrual e se prepara para receber um embrião. Quando não ocorre gravidez, parte desse tecido é eliminada durante a menstruação.
Endometriose é uma doença inflamatória crônica em que um tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, principalmente nos ovários, nas trompas e na região da pelve. Pode causar cólicas menstruais intensas, dor pélvica, dor na relação sexual e dificuldade para engravidar, mas algumas mulheres não têm sintomas.
A suspeita parte dos sintomas e do exame clínico, e exames de imagem, como a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética, ajudam a identificar a doença. Em alguns casos, a confirmação é feita por laparoscopia. O tratamento depende dos sintomas, da extensão da doença e do desejo de engravidar.
Apesar do nome parecido, a endometrite crônica é diferente da endometriose. É uma inflamação persistente do endométrio, geralmente identificada pela presença de células chamadas plasmócitos em uma amostra do tecido. Pode estar associada à infertilidade e às perdas gestacionais recorrentes.
Estradiol é um dos principais hormônios estrogênicos produzidos pelos ovários. O exame de estradiol pode ser utilizado para avaliar a função ovariana e acompanhar determinados tratamentos de fertilidade, dependendo da situação clínica.
Fator V Leiden é uma alteração genética associada a um aumento do risco de trombose venosa. O exame pode ser utilizado para investigar essa alteração em situações específicas. É considerado uma trombofilia hereditária e seu papel nas perdas gestacionais recorrentes deve ser discutido com seu médico.
FIV é uma técnica de reprodução assistida em que os óvulos são coletados e fecundados em laboratório com os espermatozoides. Os embriões formados podem ser posteriormente transferidos para o útero.
FSH, ou hormônio folículo-estimulante, é um hormônio produzido pela hipófise que participa do desenvolvimento dos folículos ovarianos. O exame pode ser utilizado para avaliar a função ovariana e, dependendo do momento do ciclo, auxiliar na investigação da fertilidade.
Gestação química é uma gravidez identificada por um teste positivo de hCG, mas que não evolui até ser visualizada na ultrassonografia. Geralmente ocorre muito cedo e pode ser percebida apenas pela queda posterior do beta-hCG.
Gonadotrofinas são hormônios que atuam sobre os ovários e os testículos. Os principais são o FSH e o LH, produzidos pela hipófise, e têm papel importante na ovulação, na produção de hormônios sexuais e na formação dos gametas.
Histeroscopia é um exame que permite visualizar diretamente o interior do útero por meio de uma pequena câmera. Pode ser utilizada para investigar alterações da cavidade uterina, como pólipos, miomas submucosos e aderências, e também pode permitir o tratamento de algumas dessas alterações.
Histerossalpingografia é um exame de imagem utilizado para avaliar a cavidade uterina e as trompas de Falópio. É realizado com a introdução de contraste no útero e pode ajudar a investigar alterações anatômicas e obstruções das trompas.
Homocisteína é uma substância produzida pelo organismo durante o metabolismo de alguns nutrientes, especialmente o folato e a vitamina B12. O exame pode medir sua concentração no sangue, mas a dosagem de homocisteína não é recomendada rotineiramente na investigação de perdas gestacionais recorrentes.
O hormônio antimülleriano, ou AMH, é produzido pelos folículos dos ovários e pode ser utilizado como um marcador da reserva ovariana. Ele ajuda a estimar a quantidade de folículos disponíveis, mas não mede diretamente a qualidade dos óvulos nem determina, sozinho, a capacidade de engravidar.
Implantação é o processo em que o embrião se fixa ao endométrio, geralmente alguns dias após a fecundação. É a partir desse processo que a gestação começa a se estabelecer no útero.
Inseminação intrauterina é um tratamento de reprodução assistida em que os espermatozoides são preparados em laboratório e colocados diretamente dentro do útero próximo ao momento da ovulação.
Janela de implantação é o período do ciclo menstrual em que o endométrio apresenta condições mais favoráveis para a implantação do embrião. A duração e as características desse período variam entre as mulheres.
KIR são receptores encontrados na superfície de algumas células do sistema imunológico, incluindo as células NK. Existem diferentes combinações de genes KIR, e sua possível relação com implantação, infertilidade e perdas gestacionais vem sendo estudada. Atualmente, a investigação de KIR não é recomendada rotineiramente, mas deve ser discutida na avaliação de perdas gestacionais recorrentes diretamente com seu médico, conforme o caso.
LH, ou hormônio luteinizante, é um hormônio produzido pela hipófise que participa do ciclo menstrual. O aumento do LH próximo ao meio do ciclo desencadeia a ovulação.
Lúpus eritematoso sistêmico é uma doença autoimune que pode afetar diferentes órgãos. Em algumas pessoas, está associado à presença de anticorpos antifosfolípides, que podem aumentar o risco de complicações durante a gestação.
Menopausa é o momento em que ocorre a última menstruação, diagnosticado retrospectivamente após 12 meses consecutivos sem menstruar. Ela faz parte da transição natural da vida reprodutiva para a fase não reprodutiva.
Microbioma endometrial é o conjunto de microrganismos presentes no endométrio. Testes que tentam avaliar o microbioma do útero vêm sendo estudados em infertilidade e reprodução assistida, mas ainda não há evidências suficientes para recomendar sua avaliação de rotina na investigação de perdas gestacionais recorrentes.
Mioma uterino é um crescimento benigno formado pelo tecido muscular do útero. Dependendo de sua localização e tamanho, pode causar sangramento, dor ou interferir na fertilidade e na gestação.
MTHFR é o nome de um gene envolvido no metabolismo do folato e da homocisteína. O exame de MTHFR é um teste genético que pesquisa algumas variantes desse gene, principalmente C677T e A1298C.
Os resultados podem mostrar ausência das variantes pesquisadas, presença de uma cópia da variante (heterozigose) ou de duas cópias (homozigose). Também é possível apresentar variantes diferentes ao mesmo tempo.
Algumas variantes do MTHFR podem influenciar o metabolismo do folato e, em determinadas situações, estar associadas a alterações nos níveis de homocisteína. Por isso, quando o resultado apresenta alguma variante, o médico pode avaliar o contexto clínico, a alimentação, os níveis de folato, vitamina B12 e homocisteína e outros fatores relacionados à saúde reprodutiva para definir se é necessário algum acompanhamento ou cuidado específico.
O resultado do exame deve ser interpretado individualmente, especialmente durante o planejamento ou o início de uma gestação. Converse com o médico que acompanha sua saúde reprodutiva para entender o significado do seu resultado e se há alguma conduta indicada para o seu caso.
NIPT, ou teste pré-natal não invasivo, é um exame realizado durante a gestação para analisar fragmentos de DNA do bebê presentes no sangue materno. É utilizado principalmente para estimar o risco de algumas alterações cromossômicas, como as trissomias 21, 18 e 13. É um teste de rastreamento e não confirma sozinho um diagnóstico.
Células NK são células do sistema imunológico que participam da defesa do organismo e também estão presentes no ambiente uterino. Sua possível relação com implantação e perdas gestacionais é estudada, mas testes para avaliar células NK não são recomendados rotineiramente na investigação de perdas gestacionais recorrentes.
Ovodoação é um tratamento de reprodução assistida em que os óvulos utilizados para formar o embrião são doados por outra mulher. Os óvulos são fecundados com espermatozoides em laboratório e o embrião formado é posteriormente transferido para o útero da mulher que receberá o tratamento.
Ovulação é a liberação de um óvulo pelo ovário. Geralmente acontece uma vez a cada ciclo menstrual e é o período em que existe possibilidade de fecundação.
PAI-1 é uma proteína envolvida no processo de coagulação e, principalmente, na regulação da fibrinólise, que é o mecanismo responsável pela dissolução dos coágulos no organismo.
Os possíveis resultados incluem 4G/4G, 4G/5G e 5G/5G. A presença da variante 4G pode estar relacionada a uma maior produção de PAI-1 em algumas pessoas, o que pode influenciar o equilíbrio entre a formação e a dissolução dos coágulos.
A relação entre as variantes do PAI-1 e a ocorrência de perdas gestacionais recorrentes ainda é estudada. Algumas pesquisas encontraram maior frequência dos genótipos 4G/4G e 4G/5G em mulheres com perdas recorrentes, enquanto outros estudos não encontraram uma associação consistente. Por isso, o resultado deve ser analisado junto com o histórico de perdas, outros exames relacionados à coagulação e os demais fatores envolvidos na investigação.
Reserva ovariana é uma estimativa da quantidade de folículos disponíveis nos ovários. Pode ser avaliada por exames como AMH, contagem de folículos antrais e FSH, dependendo da situação. A reserva ovariana ajuda na avaliação da fertilidade, mas não mede diretamente a qualidade dos óvulos nem determina, sozinha, a possibilidade de engravidar.
O termo é usado para descrever um pequeno sangramento que algumas mulheres apresentam no início da gestação, próximo ao período em que ocorreria a implantação do embrião. Porém, nem todo sangramento no início da gravidez está relacionado à implantação, e o sangramento pode ter diversas outras causas.
Síndrome antifosfolípide é uma doença autoimune em que o organismo produz determinados anticorpos que podem aumentar o risco de trombose e de algumas complicações da gestação, incluindo perdas gestacionais. O diagnóstico depende da combinação de manifestações clínicas e exames laboratoriais específicos.
Síndrome dos ovários policísticos é uma condição hormonal que pode causar alterações na ovulação, aumento de andrógenos e irregularidade menstrual. Pode dificultar a ovulação e, consequentemente, a gravidez. Ter ovários com aspecto policístico na ultrassonografia, sozinho, não significa ter SOP.
É um exame utilizado para avaliar a integridade do material genético dos espermatozoides. Pode ser considerado em algumas situações de infertilidade e perdas gestacionais recorrentes, embora seu uso não seja indicado de forma universal.
Trombofilia é uma condição que aumenta a tendência do organismo a formar coágulos sanguíneos. Pode ser hereditária ou adquirida, como acontece na síndrome antifosfolípide. Nem toda trombofilia está associada a perdas gestacionais, e a investigação deve ser feita de acordo com a história clínica.
Trombofilia adquirida é aquela que se desenvolve ao longo da vida, em vez de ser determinada diretamente por uma alteração genética herdada. A síndrome antifosfolípide é o principal exemplo relacionado à investigação de perdas gestacionais.
Trombofilia hereditária é uma predisposição genética à formação de coágulos. Entre as alterações mais conhecidas estão o fator V Leiden e a mutação da protrombina. A investigação dessas alterações não é recomendada de forma rotineira para todas as mulheres com perdas gestacionais recorrentes.
O útero é o órgão do sistema reprodutor feminino onde o embrião se implanta e a gestação se desenvolve.
Nenhum termo encontrado. Tente outra palavra ou uma sigla, como FIV ou AMH.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com seu médico.
Aviso: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com seu médico.
Cada texto traz o link para a matéria ou o estudo original. Estudos vêm com o tipo e o tamanho, e o que é preliminar aparece como preliminar.
O que as fontes dizem fica no resumo. O contexto editorial vem identificado à parte, e tratamento sem comprovação é apresentado como tal.
Os resumos são preparados com ajuda de IA a partir das fontes linkadas e conferidos contra elas. O que a conferência aponta só vai ao ar depois de aprovado por uma pessoa, e a equipe revisa o que é publicado.