Em laboratório, rigidez ovariana em modelos pré-clínicos prejudica maturação dos óvulos
Estudo de laboratório com tecidos de modelos pré-clínicos associou o aumento da rigidez do tecido ovariano a alterações nas conexões que nutrem os óvulos. Uma intervenção em uma via de sinalização restaurou parcialmente a maturação, mas possíveis tratamentos ainda estão em fase de pesquisa.
Por que importa · interpretação editorial
O estudo sugere que mudanças na rigidez do tecido de sustentação do ovário podem participar da piora da maturação dos óvulos associada ao envelhecimento. Como foi realizado em laboratório com modelos pré-clínicos, a restauração parcial observada em uma via de sinalização ainda é uma possibilidade de investigação, não uma terapia comprovada.
Pesquisadores da National University of Singapore (NUS) realizaram um estudo de laboratório com tecidos de modelos pré-clínicos para investigar como o envelhecimento do ovário afeta o desenvolvimento dos óvulos. Segundo o trabalho, publicado na revista Aging Cell, o estroma — tecido de sustentação do ovário — ficou cerca de 2,5 vezes mais rígido nos modelos envelhecidos, em associação com o acúmulo de colágeno. Em materiais que imitavam essa rigidez, os folículos cresceram mais lentamente, as células de suporte se multiplicaram menos e a proporção de óvulos que amadureceram foi cerca de um terço da observada em materiais mais macios.
A rigidez também esteve relacionada a aproximadamente 28% menos projeções celulares responsáveis pela troca de moléculas e sinais entre as células de suporte e o óvulo, além de alterações no fuso meiótico, estrutura envolvida na divisão celular. Ao atingir uma via de sinalização, os pesquisadores restauraram parcialmente a maturação mesmo com o ambiente rígido. O resultado é uma possibilidade para investigação futura, não uma terapia comprovada para preservar a qualidade dos óvulos.
Fontes: Medical Xpress