Estou demorando para engravidar
Investigação e tratamentos.
O que é comum sentir agora
Cada mês que passa pode pesar. Ansiedade na espera, frustração a cada ciclo e cansaço de falar sobre isso são sentimentos muito comuns.
Dificuldade para engravidar é uma questão de saúde do casal, não uma falha de ninguém. E existe caminho.
Próximos passos
Investigue a dois
A investigação olha a mulher e o homem: ovulação, útero e trompas, reserva ovariana e o espermograma.
Conheça as causas mais comuns
SOP, endometriose, idade, fator masculino e, às vezes, nenhuma causa aparente.
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Do coito programado à inseminação e à fertilização in vitro, com o que cada uma oferece.
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Cobertura de planos de saúde, SUS e custos dos tratamentos.
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Perguntas para levar à consulta
- Pela nossa idade e tempo de tentativa, já é hora de investigar?
- Quais exames vamos fazer, eu e meu parceiro?
- O que os meus resultados de reserva ovariana significam?
- Quais tratamentos fazem sentido para o nosso caso, e com que chances?
- Quanto tempo devemos tentar antes de mudar de estratégia?
Termos que você vai ouvir
HORMÔNIO ANTIMÜLLERIANO (AMH)RESERVA OVARIANASÍNDROME DOS OVÁRIOS POLICÍSTICOS (SOP)ENDOMETRIOSEFIV (FERTILIZAÇÃO IN VITRO)INSEMINAÇÃO INTRAUTERINATESTE DE FRAGMENTAÇÃO DO DNA ESPERMÁTICO
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Em laboratório, rigidez ovariana em modelos pré-clínicos prejudica maturação dos óvulos
Estudo de laboratório com tecidos de modelos pré-clínicos associou o aumento da rigidez do tecido ovariano a alterações nas conexões que nutrem os óvulos. Uma intervenção em uma via de sinalização restaurou parcialmente a maturação, mas possíveis tratamentos ainda estão em fase de pesquisa.
Pesquisadores da National University of Singapore (NUS) realizaram um estudo de laboratório com tecidos de modelos pré-clínicos para investigar como o envelhecimento do ovário afeta o desenvolvimento dos óvulos. Segundo o trabalho, publicado na revista Aging Cell, o estroma — tecido de sustentação do ovário — ficou cerca de 2,5 vezes mais rígido nos modelos envelhecidos, em associação com o acúmulo de colágeno. Em materiais que imitavam essa rigidez, os folículos cresceram mais lentamente, as células de suporte se multiplicaram menos e a proporção de óvulos que amadureceram foi cerca de um terço da observada em materiais mais macios.
A rigidez também esteve relacionada a aproximadamente 28% menos projeções celulares responsáveis pela troca de moléculas e sinais entre as células de suporte e o óvulo, além de alterações no fuso meiótico, estrutura envolvida na divisão celular. Ao atingir uma via de sinalização, os pesquisadores restauraram parcialmente a maturação mesmo com o ambiente rígido. O resultado é uma possibilidade para investigação futura, não uma terapia comprovada para preservar a qualidade dos óvulos.
Por que importa · interpretação editorial
O estudo sugere que mudanças na rigidez do tecido de sustentação do ovário podem participar da piora da maturação dos óvulos associada ao envelhecimento. Como foi realizado em laboratório com modelos pré-clínicos, a restauração parcial observada em uma via de sinalização ainda é uma possibilidade de investigação, não uma terapia comprovada.
Fontes: Medical Xpress
Estudo observacional relaciona ICSI e estimulação ovariana a padrões distintos de alterações no DNA
Estudo observacional com 8.328 recém-nascidos encontrou associação entre idade parental e procedimentos de reprodução assistida, como ICSI e estimulação ovariana, e diferentes padrões de mutações novas no DNA. Os pesquisadores não estabeleceram relação causal nem associação com defeitos ao nascer ou após um ano.
Pesquisadores da Nanjing Medical University analisaram o sequenciamento completo do genoma de 8.328 recém-nascidos de 7.851 famílias, incluindo 2.232 que fizeram tratamento de fertilidade. O estudo, publicado na revista Nature Medicine, identificou 390.924 variantes de nucleotídeo único de novo — alterações presentes na criança, mas não nos pais. A idade paterna teve a associação mais forte com o número dessas mutações; a idade materna mostrou outro padrão. A injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI) foi associada a mais alterações de origem paterna, a estimulação ovariana a alterações maternas e o cultivo embrionário a mudanças no desenvolvimento inicial do embrião, relacionadas ao mosaicismo.
Segundo os pesquisadores, algumas alterações paternas ajudaram a explicar a associação entre idade parental mais avançada, ICSI, menor duração da gestação e nascimento prematuro. Não foram detectadas associações com defeitos ao nascer ou após um ano. Como o estudo é observacional, não permite concluir que a idade ou os procedimentos causaram as mutações ou os desfechos de saúde.
Por que importa · interpretação editorial
O estudo amplia a investigação sobre como idade parental e diferentes etapas da reprodução assistida se associam a alterações genéticas em recém-nascidos. Como é observacional, seus resultados não permitem afirmar que esses fatores causaram as mutações, a menor duração da gestação ou o nascimento prematuro.
Fontes: BioNews
Resenha avalia guia sobre infertilidade masculina e aponta limites de edição e diversidade
O conselheiro de fertilidade Anthony Ryb resenha o livro de Pip Reilly sobre infertilidade masculina. Ele destaca a leitura acessível e a atenção aos impactos emocionais, mas critica a edição, a abordagem simplificada e a pouca diversidade retratada.
Em resenha publicada pela BioNews, o conselheiro de fertilidade Anthony Ryb analisa A Journey Through Male Infertility: Stronger Together, de Pip Reilly, profissional com experiência em saúde mental, aconselhamento e fertilidade. Segundo Ryb, o livro oferece um guia curto e de leitura fácil sobre diagnóstico, impactos emocionais, exames, caminhos de tratamento, estratégias para lidar com o estresse e redes de apoio. O glossário e o foco específico nas experiências de homens são apontados como aspectos positivos.
A avaliação também identifica limitações: o livro, publicado de forma independente, teria problemas de edição, repetições e uma abordagem por vezes simplificada. Ryb critica ainda as ilustrações e a representação concentrada em casais brancos e heterossexuais, considerada pouco diversa. A resenha registra que uma leitora que vivenciou tratamento de fertilidade aprovou especialmente o capítulo sobre diferenças na forma como homens e mulheres podem lidar com a experiência, mas o texto não substitui orientação clínica ou psicológica.
Por que importa · interpretação editorial
A resenha destaca que um guia sobre infertilidade masculina aborda diagnóstico, tratamento, estresse e redes de apoio, além de apontar limites de edição e de diversidade na representação de casais. O texto também reforça que a publicação não substitui orientação clínica ou psicológica.
Fontes: BioNews
Estudo encontra desfechos de nascimento favoráveis entre mães solo por escolha
Uma análise de quase 530 mil primeiros nascimentos encontrou taxas menores de prematuridade e baixo peso ao nascer entre mães solo por escolha que engravidaram com tratamentos de fertilidade. O resultado foi observado após ajustes para fatores como idade, renda, tabagismo e saúde mental antes da gestação.
Pesquisadores da University College London (UCL) analisaram registros populacionais de quase 530 mil primeiros nascimentos ocorridos entre 1996 e 2020. O estudo comparou mulheres solo por escolha que engravidaram com tratamentos de fertilidade, incluindo inseminação artificial e indução da ovulação, com mulheres que conceberam naturalmente e com casais que recorreram a tratamentos. A pesquisa foi publicada na revista International Journal of Epidemiology.
Antes dos ajustes, os filhos de mães solo que usaram tratamento pareciam ter maior probabilidade de prematuridade, menor idade gestacional e baixo peso ao nascer. Depois de considerar fatores como idade, escolaridade, renda, tabagismo, saúde mental antes da gestação e nascimentos múltiplos, esse grupo apresentou taxas menores de nascimento prematuro e baixo peso ao nascer. Segundo a pesquisadora Alina Pelikh, os resultados indicam que mães solo por escolha devem ser compreendidas como um grupo específico, sem pressupor desvantagem para seus filhos.
Por que importa · interpretação editorial
Com quase 530 mil primeiros nascimentos, o estudo sugere que resultados inicialmente desfavoráveis entre filhos de mães solo por escolha tratadas podem estar relacionados a fatores como idade, renda, tabagismo e nascimentos múltiplos. A análise reforça a importância de não presumir desvantagens para esse grupo sem considerar seu contexto.
Fontes: BioNews
Revisão com mais de 2,1 milhões de gestações não detecta aumento claro de riscos com GLP-1 perto da concepção
Uma revisão sistemática e meta-análise de 10 estudos, com 2.118.215 gestações, não encontrou aumento claramente detectável de alguns desfechos adversos após exposição a agonistas de GLP-1 perto da concepção. Os pesquisadores ressaltam que os dados observacionais não provam segurança durante a gravidez.
Uma revisão sistemática e meta-análise publicada na revista Med reuniu 10 estudos observacionais sobre a exposição a agonistas do receptor de GLP-1 — medicamentos usados no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, como semaglutida e tirzepatida — no período próximo à concepção. A análise incluiu 2.118.215 gestações, das quais 8.325 tiveram exposição ao medicamento antes da concepção ou no início da gravidez, antes de ela ser reconhecida. Segundo os pesquisadores da City St George’s, não houve aumento claramente detectável de perda gestacional, natimorto, anomalias congênitas, parto prematuro, diabetes gestacional, distúrbios hipertensivos da gravidez ou alterações importantes no peso ao nascer, em comparação com gestações sem exposição.
Os autores, porém, afirmam que os resultados não comprovam que esses medicamentos sejam seguros durante a gravidez, porque as evidências vêm de estudos observacionais, que identificam associações, mas não estabelecem causa e efeito. A orientação clínica atual de interromper agonistas de GLP-1 antes de uma gravidez planejada deve continuar, segundo os pesquisadores, enquanto são necessários mais estudos.
Por que importa · interpretação editorial
A análise reúne um grande número de gestações, mas se baseia em estudos observacionais e não permite concluir que os agonistas de GLP-1 sejam seguros durante a gravidez. Os pesquisadores afirmam que a orientação clínica de interromper esses medicamentos antes de uma gravidez planejada deve continuar enquanto novas evidências são produzidas.
Fontes: Medical Xpress
Estudo em laboratório mostra como a placenta reprograma células imunes no início da gestação
Em experimentos de laboratório, pesquisadores da MedUni Vienna observaram que neutrófilos maternos podem apoiar a formação inicial da placenta, ajudando células placentárias a migrar para o revestimento do útero. Ainda não se sabe se essa função muda em complicações da gestação.
Um estudo publicado na revista Science Immunology mostrou, em experimentos de laboratório, como o ambiente da placenta pode reprogramar neutrófilos — células da primeira linha de defesa do sistema imune. No início da gestação, neutrófilos presentes na interface entre a placenta e o tecido materno aumentaram a capacidade de movimento das células placentárias, favorecendo sua migração para o revestimento do útero. Esse processo ajuda a fixar a placenta e a remodelar vasos sanguíneos maternos, segundo os pesquisadores da MedUni Vienna.
Os neutrófilos do sangue das mesmas pacientes inicialmente danificaram células placentárias nos testes, mas deixaram de fazê-lo após receber sinais do ambiente placentário. A equipe identificou a participação das moléculas MMP-9 e TGF-β nesse processo de reprogramação. Os pesquisadores afirmam que ainda são necessários estudos para saber se essa função dos neutrófilos se altera em complicações da gestação; os resultados não avaliam um tratamento nem demonstram efeitos clínicos em pessoas.
Por que importa · interpretação editorial
O estudo ajuda a detalhar como células imunes participam da implantação e da adaptação dos vasos maternos no início da gestação. Como os resultados vêm de experimentos de laboratório, ainda não indicam efeitos clínicos nem esclarecem se esse mecanismo se altera em complicações da gestação.
Fontes: Medical Xpress
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com seu médico.