Estou aqui por alguém que eu amo
Informação para quem quer apoiar alguém nessa caminhada.
O que é comum sentir agora
Parceiro, mãe, amiga: quem está perto também sente, e muitas vezes não sabe o que dizer. Querer ajudar já é um começo.
O parceiro também vive o luto, às vezes de um jeito diferente e mais silencioso. Ele também merece cuidado.
Próximos passos
Escute mais do que fala
Quando alguém que você ama perde um bebê, talvez você não saiba o que dizer. E tudo bem.
Você não precisa encontrar a frase perfeita, mas evite tentar explicar a perda, diminuir a dor ou criar expectativas sobre uma próxima gravidez. Frases como “logo vem outro”, “foi melhor assim” ou “Deus sabe o que faz”, mesmo quando ditas com carinho, podem não ser apropriadas.
Às vezes, o mais importante é simplesmente estar presente. Ouvir sem tentar aconselhar o tempo todo e respeitar o silêncio são gestos que podem fazer toda a diferença.
Entenda o que ela está vivendo
Conhecer o que acontece depois de uma perda ajuda a compreender esse momento e a oferecer apoio sem pressionar.
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Depois de uma perda, até as tarefas mais simples podem pesar. Ofereça ajuda com consultas, exames, limpeza da casa ou outras coisas do dia a dia. Estar disponível também é uma forma de cuidado.
Perguntas para levar à consulta
- Como posso acompanhar as consultas e o tratamento?
- Que sinais mostram que ela precisa de ajuda profissional?
- Onde eu também posso buscar apoio?
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Resenha avalia guia sobre infertilidade masculina e aponta limites de edição e diversidade
O conselheiro de fertilidade Anthony Ryb resenha o livro de Pip Reilly sobre infertilidade masculina. Ele destaca a leitura acessível e a atenção aos impactos emocionais, mas critica a edição, a abordagem simplificada e a pouca diversidade retratada.
Em resenha publicada pela BioNews, o conselheiro de fertilidade Anthony Ryb analisa A Journey Through Male Infertility: Stronger Together, de Pip Reilly, profissional com experiência em saúde mental, aconselhamento e fertilidade. Segundo Ryb, o livro oferece um guia curto e de leitura fácil sobre diagnóstico, impactos emocionais, exames, caminhos de tratamento, estratégias para lidar com o estresse e redes de apoio. O glossário e o foco específico nas experiências de homens são apontados como aspectos positivos.
A avaliação também identifica limitações: o livro, publicado de forma independente, teria problemas de edição, repetições e uma abordagem por vezes simplificada. Ryb critica ainda as ilustrações e a representação concentrada em casais brancos e heterossexuais, considerada pouco diversa. A resenha registra que uma leitora que vivenciou tratamento de fertilidade aprovou especialmente o capítulo sobre diferenças na forma como homens e mulheres podem lidar com a experiência, mas o texto não substitui orientação clínica ou psicológica.
Por que importa · interpretação editorial
A resenha destaca que um guia sobre infertilidade masculina aborda diagnóstico, tratamento, estresse e redes de apoio, além de apontar limites de edição e de diversidade na representação de casais. O texto também reforça que a publicação não substitui orientação clínica ou psicológica.
Fontes: BioNews
Dor da endometriose pode persistir após tratamento hormonal ou cirurgia
Segundo artigo do The Conversation, a dor pélvica pode continuar ou voltar após o tratamento da endometriose. Além de doença remanescente ou recorrente, adenomiose, alterações musculares, disfunções intestinais e maior sensibilidade do sistema nervoso podem contribuir para os sintomas.
Um artigo publicado no The Conversation explica que a dor pélvica relacionada à endometriose pode continuar ou retornar após medicamentos hormonais ou cirurgia. A quantidade de lesões não prevê sozinha a intensidade da dor: um estudo com 1.054 mulheres submetidas a cirurgia encontrou relação fraca e inconsistente entre o estágio da doença e os sintomas. A endometriose também pode coexistir com adenomiose, alterações nos músculos do assoalho pélvico e disfunções intestinais, que não são necessariamente tratadas pela remoção das lesões. Segundo o artigo, um estudo com 210 mulheres indicou que a dor intestinal pode persistir após cirurgia ou tratamento hormonal.
Outra possibilidade é a sensibilização central, uma alteração no processamento dos sinais pelo cérebro e pela medula espinhal que pode tornar estímulos normalmente não dolorosos em dolorosos e intensificar a dor. Em um estudo com 520 mulheres, pelo menos uma em cada quatro com endometriose também tinha outra condição de dor crônica, como fibromialgia. Os estudos são mencionados no artigo sem detalhamento do desenho de pesquisa.
Por que importa · interpretação editorial
A persistência da dor após tratamento pode estar relacionada a fatores além das lesões de endometriose, como adenomiose, alterações no assoalho pélvico, disfunções intestinais e sensibilização central. Os estudos citados ajudam a contextualizar por que a intensidade dos sintomas nem sempre acompanha o estágio da doença, embora o resumo não detalhe o desenho das pesquisas.
Fontes: The Conversation, Medical Xpress
Revisão defende cuidado mais integrado para homens em clínicas de reprodução assistida
Uma revisão publicada na Human Reproduction Update aponta que homens em clínicas de reprodução assistida recebem pouca atenção à saúde reprodutiva e ao apoio psicológico. O trabalho defende avaliações mais amplas e maior colaboração entre especialistas, pesquisadores e equipes clínicas.
Uma revisão publicada na revista Human Reproduction Update avalia o cuidado da infertilidade masculina em clínicas de reprodução assistida. Com base em buscas de estudos revisados por pares e revisões, a análise aponta que os homens costumam ter pouco acompanhamento de saúde depois da coleta de uma amostra e são frequentemente deixados de lado no suporte psicológico. O trabalho não informa um número de participantes, pois não é um estudo clínico com pacientes.
Segundo a revisão, fatores paternos como genética, epigenética, idade, estresse oxidativo e danos ao DNA podem contribuir para o desenvolvimento embrionário e a saúde dos descendentes. Os autores defendem avaliações para investigar as causas da infertilidade masculina, com participação de clínicos gerais, urologistas, endocrinologistas e andrologistas, além da integração de profissionais de saúde mental às clínicas. A análise também aponta que a colaboração limitada entre pesquisadores e profissionais assistenciais pode atrasar a adoção de novas tecnologias para diagnóstico e tratamento.
Por que importa · interpretação editorial
A revisão chama atenção para a necessidade de um cuidado que não termine na coleta da amostra, incluindo investigação das causas da infertilidade masculina e suporte psicológico. Como se trata de uma análise de estudos, sem participantes próprios, suas propostas não equivalem, por si só, a mudanças imediatas na prática clínica.
Fontes: Human Reproduction Update
Artigo defende mais atenção à saúde reprodutiva masculina e menos estigma
Artigo publicado na Human Reproduction afirma que a infertilidade masculina responde por quase metade dos casos de infertilidade no mundo, mas continua sub-reconhecida. Os autores criticam a transformação da fertilidade em espetáculo e defendem educação, apoio psicossocial e cuidado mais cedo para os homens.
Em um artigo publicado na revista Human Reproduction, os autores afirmam que a infertilidade masculina contribui para quase metade dos casos de infertilidade no mundo, embora a saúde reprodutiva dos homens ainda receba pouca atenção em pesquisa, atendimento clínico e políticas públicas. Eles criticam iniciativas como “corridas de espermatozoides” realizadas em Los Angeles em 2025 e outras representações que tratam a fertilidade como competição ou ativo comercial, por afastarem o tema de suas dimensões clínicas, emocionais e relacionais e reforçarem o estigma.
O texto também destaca que a concentração de espermatozoides caiu cerca de 50% desde a década de 1970 e que parâmetros seminais piores aparecem associados a maior mortalidade por todas as causas. Segundo os autores, homens afetados pela infertilidade enfrentam vergonha, demora para buscar atendimento e pouca oferta de apoio psicossocial, enquanto a educação e os serviços seguem mais voltados às mulheres. O artigo defende educação específica para homens, enfrentamento do estigma e envolvimento mais precoce no cuidado, sem tratar essas propostas como resultados de um estudo clínico.
Por que importa · interpretação editorial
O artigo chama atenção para a participação masculina na infertilidade e para os efeitos do estigma, como vergonha, demora para buscar atendimento e pouca oferta de apoio psicossocial. Também coloca a saúde reprodutiva dos homens no debate sobre pesquisa, cuidado clínico e políticas públicas.
Fontes: Human Reproduction
Estudo mostra como grupo no Facebook conecta pessoas concebidas por doação
Pesquisa baseada em entrevistas com 28 adultos australianos concebidos por doação analisou um grupo nacional no Facebook. Segundo os pesquisadores, o espaço oferece apoio, conhecimento prático e conexões, mas também pode criar pressão para participar de ativismo.
Uma pesquisa da Dr Giselle Newton, com Professor Emma Kirby e Dr Kerryn Drysdale, baseada em entrevistas com 28 adultos australianos concebidos por doação, analisou como a participação em grupos do Facebook influencia experiências, relações e opiniões sobre mudanças na legislação. Quase todos os participantes se referiram principalmente a um grupo nacional australiano, criado há mais de 12 anos e com mais de 600 membros. O estudo identificou que o espaço funciona não apenas para troca de informações, mas também para criar vínculos, acolhimento e conhecimento compartilhado entre pessoas que antes viviam essa experiência de forma isolada.
Segundo os pesquisadores, os membros trocam orientações práticas, como interpretar correspondências de DNA, solicitar registros e abordar o primeiro contato com parentes genéticos. Pessoas que receberam ajuda passaram, em alguns casos, a apoiar outras na busca por doadores e meio-irmãos. O grupo também se tornou um ponto de partida para o ativismo e críticas à indústria de reprodução assistida, embora alguns participantes tenham relatado pressão para se engajar, além de preocupações com segurança após exposição indevida de dados pessoais.
Por que importa · interpretação editorial
Ao ouvir 28 adultos australianos concebidos por doação, a pesquisa sugere que grupos online podem oferecer informação, vínculos e acolhimento, mas também envolver pressão para o ativismo e riscos à privacidade. O estudo ajuda a contextualizar como essas redes influenciam relações e opiniões sobre mudanças na legislação.
Fontes: BioNews
Mulheres negras relatam escolha pela maternidade solo e importância das redes de apoio
Mulheres negras entrevistadas pelo The Guardian contam por que escolheram a maternidade solo por meio de fertilização in vitro, inseminação intrauterina ou adoção. Elas também relatam estigmas, dificuldade para encontrar doadores negros e a importância do apoio de familiares, amigos e outras mães.
Mulheres negras entrevistadas pelo The Guardian relatam a escolha pela maternidade solo por meio de fertilização in vitro (FIV), inseminação intrauterina ou adoção. Chamise Alston, terapeuta de Maryland, escolheu um doador de esperma em 2023 e teve uma filha; segundo a reportagem, mulheres que optam por esse caminho tendem a ser financeiramente estáveis, escolarizadas e estar no fim dos 30 anos, embora a fonte não detalhe o estudo mencionado.
A reportagem destaca desafios específicos, como o estigma em torno da maternidade solo de mulheres negras, a oferta limitada de doadores negros e pardos e relatos de experiências discriminatórias com profissionais de hospitais durante o trabalho de parto e o parto. Para lidar com essas dificuldades, entrevistadas descrevem redes formadas por familiares, amigos, vizinhos e outras mães, além de grupos como Mocha Moms Inc e Single Mothers by Choice, que oferecem encontros e troca de experiências.
Por que importa · interpretação editorial
A reportagem reúne experiências de mulheres negras que escolheram a maternidade solo e destaca como o estigma, a oferta limitada de doadores negros e pardos e relatos de discriminação atravessam esse percurso. As redes de apoio aparecem como espaços de acolhimento e troca diante desses desafios.
Fontes: The Guardian
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta com seu médico.